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Todos os dias! (at Rio de Janeiro, Rio de Janeiro)
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Atualidade
É fácil você olhar uma foto dela, julga, gerar comentários, especular. Mas, em algum momento você foi até ela perguntar tudo o que ela passa sem demonstrar?
Já foi capaz de pensar quantas vezes ela chorou antes de dormir e que precisou respirar fundo para levantar? Que talvez, aquele dia pareceu ser o último e ela desejou com todo o seu ser não acordar, implorou para seu símbolo de fé, leva-la, cessar o sofrimento, que ela não queria mais ser forte para continuar.
Que ela não ia mais escolher a coragem do que se afundar. Que ela escolheu um filtro que escondia as olheiras e o rosto inchado e, sorriu. Não foi o seu melhor sorriso, mas, foi um sorriso e subiu em sua rede social, você comentou sem pensar, a julgou sem ouvir e não atreveu-se a perguntar. E Ela só desejava que o coração parasse, mas, ela sorriu e quando perguntaram se estava bem, ela respondeu: “Está tudo bem!”.
Em seguida despencou-se a chorar, perguntando para alguém que não pode lhe dar as respostas, mesmo sabendo de toda a trajetória, soluçando sozinha e disfarçando a voz para quem mora com ela, para ninguém notar.
Porque ela é forte, bonita, tem tudo, é tudo e blá-blá-blá, não é?
E essa a visão que todos tem, mas, ninguém, repito, NINGUÉM, veio perguntar!
Uma rede social não é só de aparências, mas, recordar aparências e poder encontrar a força necessária para continuar, e outro comentário surge, sem preocupação em atentar-se, ao que pode causar.
A mídia não te enxerga, só te imagina como desejam imaginar, mais lágrimas, e ninguém vai saber ou enxugar. E, novamente, ela tenta acender nela a chama para continuar, e outra pessoa aparece, com mais palavras vazias. Sem, realmente, conversar.
É um mundo sombrio em que somos sozinhos em meio a multidões, e que os gritos não são mais vazões para a alma angustiada extravasar. A mente despeja, sufoca, controla e sabota. A alma, que era luz, perde seu brilho, perde seu caminho, fica sozinha, buscando uma pista e recebo julgamentos do que qualquer outro ato, porque a mídia tapa o último desvio da rota, que possibilita cortar o complexo caminho e voltar para o ponto de encontro da mente, corpo e brilho – alma. Dela que só queria enxergar de novo, a força que derrapa no percurso, quando tudo culmina no desespero e estar perdido. Buscando colo e ganhando exilio, porque alguém “acha”, algo que não deveria achar…









